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O que é, como se pega, qual o tratamento e como prevenir a Sífilis?

 

A Sífilis é uma doença de transmissão sexual, causada pela bactéria Treponema pallidum, e cujo contágio pode ocorrer por relação sexual (vaginal, oral ou anal) bastando, para tal, o contato com a úlcera (“ferida”) da pessoa infectada com a pele e/ou mucosa por parte da pessoa não infectada. A transmissão pode, também, ocorrer da mulher grávida infectada para o feto (filho), podendo este vir a ter problemas de saúde graves derivados desta infecção.

Apesar de se ter tornado uma doença quase em extinção, na década de 70, a modificação do comportamento sexual e o aparecimento da sida, provocada pelo vírus HIV, induziram um novo aumento na incidência desta infecção.
Muitas pessoas infectadas com sífilis não apresentam sintomas por anos, mas ainda assim estão sob o risco de complicações posteriores se não forem tratadas. Embora pareça que a transmissão ocorra através de pessoas com feridas que estão no estágio primário ou secundário, muitas vezes essas feridas não são reconhecidas. Desta forma, muitas vezes a transmissão se dá através de pessoas que não sabem que estão infectadas.

Estágio primário

O estágio primário da sífilis é geralmente marcado pelo aparecimento de uma única ferida (chamada de cancro), mas também pode haver feridas múltiplas. O período de tempo entre a contração da infecção e os primeiros sintomas pode variar de 10 a 90 dias (a média é 21 dias). O cancro é geralmente firme, redondo, pequeno e sem dor. Ele aparece no local onde a sífilis entrou no corpo. O cancro dura de 3 a 6 semanas e sara sem tratamento. Porém, se tratamento correto não for administrado, a infecção progride para o estágio secundário.

Estágio secundário

O estágio secundário é caracterizado por erupções na pele e lesões na membrana mucosa. Esse estágio tipicamente começa com erupções em uma ou mais áreas do corpo. As erupções geralmente não causam coceira e podem aparecer enquanto o cancro está sarando ou várias semanas depois. Algumas vezes as erupções do estágio secundário são tão leves que não são notadas. Além das erupções, os sintomas do estágio secundário da sífilis podem incluir febre, dor na garganta, dor de cabeça, perda de peso, dores musculares e fadiga. Os sintomas do estágio secundário da sífilis sumirão com ou sem tratamento. Porém, sem tratamento a infecção progredirá para o estágio latente mais avançado

Estágio terciário

O estágio latente da sífilis começa quando os sintomas secundários desaparecem. Sem tratamento a pessoa continuará a ter sífilis ainda que não apresente sintomas. Nos estágios avançados da sífilis ela pode danificar órgãos internos incluindo cérebro, olhos, nervos, coração, vasos sanguíneos, fígado, ossos e articulações. Esses danos internos podem aparecer muitos anos depois. O sintomas do estágio avançado da sífilis incluem dificuldade de coordenar os movimentos musculares, paralisia, cegueira gradual e demência. Os danos podem ser sérios o suficiente para causar a morte.
Formas de diagnóstico
O diagnóstico faz-se através da recolha de uma história clínica e sexual cuidada por parte do médico com a ajuda de exames laboratoriais específicos. Todas as grávidas devem fazer análises para excluir Sífilis e, se necessário, devem ser tratadas para evitar a transmissão materno-fetal.
O uso de preservativo durante todo o ato sexual e em todos os tipos de contato íntimo diminui o risco de infecção. É importante salientar que a Sífilis não se transmite por contacto com toalhas, roupas, puxadores de portas, talheres, nem nas piscinas.
É fundamental saber que a presença de úlceras genitais torna mais fácil a transmissão e a aquisição do HIV. Os doentes com sífilis têm um risco duas a cinco vezes maior de se infectarem com o HIV em contato com um parceiro soropositivo. Todas as pessoas com úlceras da região genital devem consultar um médico e evitar contatos sexuais até terem um diagnóstico de certeza.

Tratamento
Sífilis é facilmente curável nos primeiros estágios. Uma única injeção intramuscular de penicilina curará a pessoa infectada com sífilis há menos de um ano. Doses adicionais são necessárias para tratar pessoas que têm sífilis há mais de um ano. Para pessoas alérgicas à penicilina há outros antibióticos disponíveis. O tratamento matará a bactéria da sífilis e prevenirá danos futuros, porém não reparará os danos já causados.Pessoas que recebem tratamento para sífilis devem abster-se de contato sexual até que as feridas estejam completamente saradas. Indivíduos com sífilis devem avisar seus parceiros sexuais para que eles possam ser testados e receber tratamento se necessário. Ter sífilis uma vez não protege a pessoa de sofrer a doença de novo.
Após o tratamento, o doente pode retomar a sua actividade sexual de forma normal. Em todo o doente observado por Sífilis é obrigatório o rastreio de outras doenças sexualmente transmissíveis, nomeadamente hepatites B e C e infecção pelo HIV.

Prevenção
O meio mais seguro de evitar contrair doenças sexualmente transmissíveis, incluindo sífilis, é abster-se de contato sexual ou ter um relacionamento monogâmico de longa duração com um parceiro testado que você sabe não estar infectado.

Doenças que causam ulcerações, como a sífilis, podem acontecer em áreas genitais que podem ou não serem cobertas pelo preservativo de látex. Desta forma, o uso correto e consistente de preservativos apenas reduz o risco de transmissão da sífilis quando cobre toda a área infectada. Uma vez que o preservativo pode não envolver toda área de infecção, até mesmo o seu uso correto e consistente não garante a prevenção. Preservativos lubrificados com espermicidas não dão mais proteção que os outros preservativos lubrificados.

A transmissão de doenças sexualmente transmissíveis, incluindo sífilis, não pode ser prevenida ao lavar os genitais, urinar ou tomar uma ducha depois da relação sexual. Qualquer corrimento anormal, ferida ou erupção deve ser motivo de interromper as atividades sexuais e procurar um médico imediatamente.

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